segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PARA GOSTAR DE LER

POR: FLÁVIO QUEIRÓZ

JUAZEIRO CITY

Ao atentar para a produção do texto jornalístico, paralelamente às comemorações do 1º centenário de Juazeiro do Norte, que tem inspirado importantes trabalhos, na sua grande maioria, preocupados em guardar os feitos do Padre Cícero e do povo da “Meca do Cariri”, tive a lembrança de acolher na minha coluna, hoje, uma moldura apropriada para bem enquadrar o evento do centenário.
Quando, ainda estudante, em Juazeiro, organizei com o professor Abraão Batista, um opúsculo denominado “Ode ao Juazeiro” (1987). Abraão fez o prefácio e conseguiu o patrocínio e eu recolhi poemas acerca do tema acima citado. Participei com uma paráfrase (já tinha o texto pronto há algum tempo) inspirada em poema sobre Fortaleza, de autoria de Artur Eduardo Benevides; texto esse que conheci no meu livro de “Comunicação e Expressão”.
No seu poema, Benevides falava de Fortaleza, como “cidade de praias circundantes” e citava-as nominalmente. Eu, imediatamente, troquei Fortaleza por Juazeiro, praias por igrejas e acrescentei Padre Cícero. E o poema ficou assim:

JUAZEIRO CITY[1]

Juazeiro...
Cidade nascida pela fé,
Surgindo das mãos do Padre Cícero,
De Nome
Sem fim...
Juazeiro...
Cidade de igrejas circundantes,
De orações...
Igreja da matriz,
Capela do socorro,
Do São Miguel,
De São Vicente,
Da Cidade Perdida[2]
Da Palmeirinha,
Igreja dos Salesianos,
E ao subir a colina,
A do Horto...
Os romeiros são teus,
Filhos de longe
A te visitar.
No centro da cidade
O teu coração palpita,
A bater contigo
A crescer contigo
Com o teu povo...


[1] Na época em que escrevi o poema estava empolgado com o aprendizado de uma segunda língua, daí o termo cidade, em inglês, city.
[2] “Cidade perdida” hoje é o bairro Pio XII. Alguns templos, hoje conhecidos, nem existiam, por isso não foram citados.

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